Fri, 27 de Nov de 2020

Suspeito de mandar matar advogados é fazendeiro do Paraná

Segundo as investigações, a motivação do crime seria a disputa judicial por uma terra na divisa com a Bahia

17/11/2020 23h12
O Popular

O agricultor Nei Castelli, de 58 anos, é investigado como suspeito de ser o mandante do assassinato dos advogados Marcus Aprigio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47. Ele foi preso pela Polícia Civil de Goiás por volta das 17 horas desta terça-feira (17) em Catalão. Outros quatro são suspeitos de envolvimento no crime, sendo que um foi morto durante operação policial e três foram presos. 

Nei chegou na Delegacia de Homicídios, em Goiânia, escoltado pela Polícia Civil por volta das 20 horas desta terça-feira. Ele não se pronunciou e foi levado para dentro da delegacia, onde deve ser ouvido pelos investigadores.

Segundo as investigações, a motivação do crime seria a disputa judicial por uma terra na divisa com a Bahia, na região de São Domingos, Nordeste do Estado. A área é conhecida como Rainha da Serra ou Fazenda dos Netos e é avaliada em R$ 46,7 milhões.

A família Castelli comprou a fazenda no início dos anos 2000. Um outro fazendeiro que diz ser o verdadeiro dono das terras, Roberto Wypich, ganhou na Justiça o direito de reintegração de posse em novembro de 2019. Marcus e Frank eram advogados de Wypich.

Na sentença, a juíza Érika Barbosa Gomes considerou que a família agiu com má-fé, já que eles teriam comprado a terra de um terceiro, Jair Joãozinho Perímetro, sabendo que o verdadeiro dono era outro. A terra já era cenário de imbróglios judiciais desde os anos 1980, mas envolvendo outros proprietários, sem ser a família Castelli.


Outro ponto apontado na sentença em desfavor dos Castelli foi o fato de terem usado a terra durante anos, mesmo depois do Judiciário ter proibido benfeitorias nas terras em 2002. A família pedia que, caso perdesse a terra, tivesse o ressarcimento das benfeitorias que fez no lugar, como construção de silos e preparação do solo para o plantio de soja e milho. Benfeitorias essas que teriam custado quase R$ 200 milhões.

A defesa da família Castelli também chegou a pedir o usucapião da terra, ou seja, o direito de propriedade por conta do tempo que já estavam nela.

Além de negar o pagamento das benfeitorias e dar o direito de reintegração de posse para Wypich, a sentença de 2019 obriga a família Castelli a pagar as custas e despesas processuais e os honorários dos advogados da parte vencedora, no caso, as vítimas Marcus e Frank. O valor dos honorários é 10% do valor da fazenda.


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