Tue, 11 de Aug de 2020

Comigo avalia que hoje não vale a pena investir em Goiás

11/07/2019 10h12
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Chavaglia diz que o Estado deveria era cobrar sonegadores e deixar de penalizar empresas que produzem e geram empregos (foto: Samir Machado/Comigo)

A Cooperativa dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) é uma das cinco maiores do País no ramo da agropecuária. No ano passado teve faturamento de R$ 4,4 bilhões, cifra que deve se repetir este ano, e conta com 7,5 mil cooperados e quase 4 mil trabalhadores diretos e indiretos. Criada há 44 anos, com sede em Rio Verde e filial em 15 municípios do Estado, prevê investir R$ 350 milhões nos próximos 12 meses em novos armazéns para grãos, fábricas de rações e novas lojas de produtos nos municípios onde atua.

Só que o presidente, Antônio Chavaglia, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS que a Comigo só vai cumprir os projetos já em andamento e não fará planejamento de novos investimentos até que os governos federal e de Goiás, sinalizem, com maior precisão, os rumos para as economias brasileira e goiana. Ele enfatiza que, na sua opinião, no momento não vale a pena investir em Goiás.

Chavaglia, um dos 50 fundadores da cooperativa, manifesta-se apreensivo com o futuro após as últimas medidas adotadas pelos governos federal e do Estado no que dizem respeito a quebra de contratos, com a redução dos incentivos fiscais dos programas Produzir e Fomentar de Goiás, com a fixação da tabela de preços de fretes e com os aumentos dos custos de produção, em média em 30%, enquanto os preços da soja e do milho estão estabilizados, em baixa.

“Dependendo do que for acordado na reforma tributária e as decisões sobre os incentivos fiscais, deixaremos de construir novas fábricas para industrializar nossos grãos e vamos exportá-los in natura, como fazem as multinacionais”. Além disso, completa, ainda teremos de fazer muitas contas e ajustes para não fechar em “vermelho” a contabilidade, disse.

O presidente da Comigo entende que governo de Goiás deveria ir atrás de devedores de impostos e tributos, que estão acomodados à espera de anistias fiscais – que inclusive ele considera injusta – e deixar de penalizar aquelas empresas que estão produzindo, gerando empregos e cumprindo suas obrigações fiscais e trabalhistas.

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